➸ Mulher Vermelha ♥

Cada vez que escrevo um bom poema é mais uma moleta que me faz seguir em frente.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

1.8, 1995

E eu que achei que meus 15 tinham sido doídos, e eu que achei que já não tinha mais motivo pra padecer. Esse é só o começo da vida, menina. Essa são só as primeiras dores. Dói como nunca, é um torpor em movimento. Queria dormir sem medo de acordar, acordar sem vontade de continuar dormindo. Queria seguir em frente. Queria estar feliz. Queria ter cumprido meus planos, seguido meus caminhos. Queria, quiz. Hoje nada almejo, apenas o futuro manso e típico. A rotina doída de sempre.

Renata Oliveira

"Queria ter o poder de poder te tirar da memória"

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"Nele cabe o que não cabe na dispensa"

Engraçado como age o coração quando um sonho é morto, quando uma paixão ardente é afogada.Mesmo desejando veementemente acreditar no sonho, a dor faz toda a fantasia se diluir. Foram dias de extrema felicidade, alegria insólita mas volúvel. Sonhar é facil, planejar mais ainda, viver o que se quer é que é dificil. Sinto saudade da lembrança do desejo de ser uma jornalista literária bêbada largada numa kit net do centro. Sinto saudade dos cheiros, dos perfumes e de tudo que me pareceu tão concreto por um tempo. Assim como outrora, agora sinto saudade de mim. Mas o tempo é sofrido, se passa rápido, se não passa, ele simplesmente dói. Resta o desafio de não ceder desta vez, de sair na rua nos dias de sol até com o corpo calejado de dor e o coração móido de amor.

Renata Oliveira

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sem falar a língua do amor, eu nada sou

Esses dias tem me dado uma certeza, uma clareza triste. Não estou preparada para lidar com o amor, não novamente. Amor é se doar, ainda que na dor, é se entregar, ainda que que o caminho seja instável. Amava com a certeza de que tudo valeria a pena, de que teria meu felizes para sempre. Hoje, amo na certeza que uma noite de sono vale mais que qualquer tentativa. Deu meia noite e deixei de crer em Cinderella, deixei de crer na abóbora. Já desisti da vida de jornalista bêbada, já desisti do conto de fadas. Ainda me cabe decidir se aqui fico, ou vou embora. Ainda me resta o po
der de decidir sobre minha vida, mas decido me abster, e deixar que os dias próximas me moldem.

Renata Oliveira

domingo, 27 de julho de 2014

As noites gélidas do inverno

Eu cometi erros imperdoáveis, mas também já perdi sangue por quem não merecia. Dói ver o amor destruído, chagado, fraco. Dói perder, dói desistir. Bob já tinha alertado, que pior é não ter mais forças para lutar, e já chegou o inverno. Frio s dor, medo, desespero, morte dos sonhos mais belos. Eu sorri, eu sonhei, eu quis. Hoje eu só queria dormir bem por uma noite, acordar sem ter me contorcido de dor, sem ter molhado o travesseiro. Não pensei que esses dias voltariam, mas meu peito jaz apertado e frio. Que passe logo, que seja melhor. Eu fui imensamente feliz, imensamente triste. A convalescença há de ser, também, imensamente dolorosa. 


Renata Teixeira

segunda-feira, 14 de julho de 2014

♪ Felicidade é só questão de ser ♫

O frio das manhãs de inverno já não doem tanto.
O brilho do sol em meio as nuvens cinzas ditam mais que a sensação gélida. Optei por ser feliz, por me alegrar com a vida e com seus detalhes. Ainda que pequena, ainda que sofrida, doída e decepcionante, há sim motivos para sorrir. E são estes que tenho me alimentado. Já disse um poeta contemporâneo, "quer saber o sentido da vida? É pra frente." Vou, porque o frio não vai responder meus e-mails, fazer minha hidro e ligar pros meus sobrinhos por mim. Vou, porque ainda há um vida para sentir, para amar. 

Renata Oliveira

terça-feira, 27 de maio de 2014

Mude, o tempo urge!

Transições nunca foram meu forte, ainda mais sob intensa pressão. O tempo falou mais alto e meu corpo teve que acatar, minha mente teve que aceitar.  Aprender a enfrentar as consequências, aprender a encarar de frente o que escolhi, aprender a não silenciar diante do desespero, a não deixar que fizessem as escolhas por mim. Pensei não precisar mais passar por essa dor. Mas eu escolhi isso, eu acreditei que ainda pudesse existir o “move on”. A verdade é que sempre fui covarde, sempre me recusei a viver, sempre mudei pra que a minha verdade absoluta não fosse exposta. Eu quis não acreditar em mim, não acreditar nos meus sonhos. Eu quis ser alguém que não cabe nesse corpo e nessa alma. Eu quis ser, o que jamais seria. Há mais que uma simples vida rotineira aqui dentro. Há amor, paixão, poesia, música. Há a vontade imensurável de viver e conhecer cada canto desse mundo. O desejo de segurar sua mão e fugir, e sonhar, e viver. Uma vontade tão grande, que preferi não alimentar, que preferi deixar dormir pra não ferir meu coração. Hoje todos os sonhos que um dia eu guardei, me acordaram. E tudo que um dia quis evitar, topou comigo de frente. Vai, Renata! Vai em busca do seu sorriso!

Renata Oliveira

segunda-feira, 26 de maio de 2014

O tempo, as escolhas, o gênero

E os ventos do outono trouxeram certezas e dúvidas para o meu coração. O que é meio já não vale mais, o que não transborda, não alegra e não faz rir, não importa. O importante agora é seguir em frente, buscar o que sempre  quis e o que quero agora, também. Caio Fernando já dizia, abraça o que te faz sorrir. E eu acrescento: Abraça, e não solta! O tempo veio, literalmente, mostrar o que vale a pena pra um coração novo e já tão chagado. O tempo trouxe a fé, a esperança e o amor. O tempo me fez jovem  e agora, tranquilamente, me faz mulher; dona das minhas escolhas, das minhas consequências, dos meus sonhos, dos meus devaneios. Dona daquilo que fiz, dona do futuro. O tempo me trouxe a dor de aceitar isso e a felicidade de poder ser assim. Agora, hoje, nesta tarde nebulosa cabe a mim escolher que caminho seguir. Aceitar ser mulher, ou continuar sendo menina.

Renata Oliveira

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Quando o sol voltar ♫


Tem vez que as coisas pesam mais
Do que a gente acha que pode aguentar,
Nessa hora fique firme pois tudo isso logo vai passar,
Você vai rir... sem perceber...
Felicidade é só questão de ser,
Quando chover... deixar molhar...
Pra receber o sol quando voltar..



Essas palavras que eu escrevo, me protegem da completa loucura.