➸ Mulher Vermelha ♥

Cada vez que escrevo um bom poema é mais uma moleta que me faz seguir em frente.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

não explode, mas implode

é muito assumir a organização, a responsabilidade, as obrigações. é muito fácil não reclamar, e ainda ouvir todas as reclamações. é muito simples seguir os dias como se nada estivesse abalando seu emocional e passando boas vibrações pra todo mundo. é muito fácil ouvir que se é a louca, a neurótica, a cheia de manias e dominante. é muito fácil enfrentar as discussões, tentar ser melhor, e não ter nem reconhecimento, nem consideração de outra pessoa. é muito fácil se esforçar pra cumprir suas obrigações diariamente e ouvir o "estou cansada" de outras pessoas como justificativa. é muito fácil ter que procurar um médico porque nem seu corpo aguenta ouvir certas coisas e não poder falar. Afinal, quando você fala é pra ser grossa, pra ser rude, pra ser louca. é muito fácil aguentar tudo, dar tudo que se tem, e não receber nada em troca. afinal, é só sua obrigação.

rof

segunda-feira, 25 de junho de 2018

que sorte a nossa

Uma da coisas que Deus mais tem insistido em me ensinar é a ter paciência com as coisas que não acontecem no meu tempo. Eu fiz o cronograma da mudança, o cronograma financeiro, programei tudo pra que entrássemos no nosso lar felizes e com a compra do mês. Isso não aconteceu, mais uma vez meu follow up foi interrompido. Mas tudo tem um por quê. Nós tínhamos que aprender a viver juntos, que organizar o nosso lar, que construir ele do 0, e não no nosso tempo. Nossa paciência foi testada, nosso carinho, nossa força. Mas olha só, cá estamos saboreando o primeiro jantar só nosso, totalmente nosso. Depois da fome, do cansaço, do choro, da briga, da insuportabilidade, partilhar minhas noites com você é o que me faz feliz e o que escolhi pelo resto dos meus dias. Não foi do jeito que eu sonhei, foi melhor.
ROF.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

guardei minha dor no bolso, fui

eu nunca entendi por quê a morte chega assim, tão de repente e sorrateira. talvez seja mais fácil lidar com a dor assim, no susto, do que vivenciá-la todo dia um pouco. meu coração chora só de pensar na dor do meu amigo, na dificuldade pra voltar a rotina, a vida. na dificuldade pra aprender a viver de novo. é como perder as pernas e voltar a ser um bebê. como viver sem aquele que te ensinou a andar? como viver sem aquele que te daria os mais importantes conselhos? a morte é tão absurda que ela não espera o momento certo, não se encaixa na nossa agenda de compromissos. a dor fica entalada esperando você poder vivenciá-la, mas no final, nunca vai poder.

rot.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

renata

Demorei um tempo pra entender o quanto eu precisava cuidar do meu corpo se quisesse aproveitar os meus momentos sem dor. Quantas idas a hospital antes de viagens e passeios eu tive que vivenciar até compreender e respeitar que tudo tem seu limite. Hoje meu corpo tem voltado a sua forma e meu espírito tem cuidado mais de mim. Hoje a Renata dos exageros, logo aquela, já não faz mais parte da minha rotina. E quem diria que isso só me traria paz. Durante todo esse tempo eu pensei em formas de descrever como me encontrei nesse caminho meio esquisito, mas acredito que como todos os outros campos, o cansaço me trouxe até aqui. Eu cansei de insistir no que me fazia mal, cansei de ter que lidar com a dor pra ser feliz, e então eu fui feliz. Auto mutilação não leva ninguém a lugar nenhum, o cuida-se primeiro é bem verdade.

ROT

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Cure-se!

Amar se aprende amando e os descaminhos do amor fazem parte da trajetória do aprendizado amoroso. Experiências amorosas ruins podem nos ensinar ou traumatizar, podemos evoluir com elas, regredir ou paralisar. Podemos melhorar quem somos, ou piorar infinitamente. Experiências ruins nos ensinam quais são as ciladas e as cenas que não devemos repetir, mas repetimos.O inconsciente é traiçoeiro e nos faz criar às condições para incessantes repetições. Repetimos sem perceber situações do passado na tentativa da elaboração da dor.
Então presos na repetição destruímos novos relacionamentos por causa das dores do passado. Surtamos de ciúmes porque um dia fomos traídos. Perdemos a capacidade de confiar, adoecemos, brigamos, sofremos de insegurança, viramos canalhas porque um dia alguém foi canalha com a gente. Nos desiludimos, iludimos e demoramos muito tempo para construir expectativas reais, leais e possíveis. Impomos feridas porque fomos feridos. Queremos que o relacionamento atual pague a conta dos antigos.
O psiquismo é ardiloso, mas visa a saúde mental. Não permite que dores e traumas sejam engavetados sem elaboração, resolução do conflito. Cedo ou tarde o que você colocou para baixo do tapete, vem à tona. Se a paralisia afetiva e a recusa em se relacionar for a saída, o corpo adoece a depressão acomete. A conta vem, quer queira, quer não.
Recordar, repetir para elaborar, ensinou o mestre Sigmund Freud. Mudam os atores e repetem-se as cenas traumáticas. 
A sucessão de relacionamentos amorosos ruins, o dedo pobre que tantos lamentam, nada mais é que o compromisso do neurótico com a sua doença.
Eis a função da terapia, nos ensinar a conscientizar e identificar as repetições para que possamos elaborar e curar definitivamente nossas feridas escapando das repetições. Conscientizar as feridas é a delicada tarefa do processo terapêutico. Dói? Dói, mas liberta e te faz livre para ser autor de novas histórias, novos cenários, livres de emoções passadas. 
E não mais sujeitos de repetição, que neuróticos, adoecidos e feridos, reescrevem cegos suas dores e angustias de um passado sobre o qual já não podem mais atuar.
Então não esqueça, o dedo não é podre, você que tem medo de assumir a responsabilidade, infelicidade também é escolha. E a verdade mais difícil é que dores pessoais são intrasferíveis. Não transfira a conta das suas dores para seus amores. Eles não podem pagar essa dívida. A conta é sua, a responsabilidade também.
A trajetória é sua e o roteiro está escrito na coragem que tens para enfrentar a si mesmo, e a mais ninguém.

Andréa Beheregaray

terça-feira, 15 de maio de 2018

Sobre a dor e a raiva. ​

Eu já fui bruta tentando me defender da vida, achando que esse era o melhor jeito de seguir em frente. Eu já fui tão bruta que acabei me despedaçando no caminho. Achando que me defendia, eu na verdade me machucava e machucava os outros também. Quando doía por dentro eu era raiva por fora.
Sentir dor faz parte, doer faz arte, doer faz até amor. A dor não é uma escolha, é uma condição do caminho, tudo o que vive dói. A única escolha é o que você vai fazer com a sua dor. Você pode se acovardar, se vitimar, atacar os outros, se esconder, anestesiar sua dor, se defender dela. Você pode fechar os olhos e os ouvidos pra tudo o que acontece à sua volta e permanecer na dor ou você pode seguir em frente. A escolha é sempre nossa e conduz ao nosso destino.
Como disse Adélia Prado "Dor não tem nada a ver com amargura". Amargura é o resultado da dor que não pode ser transformada. A dor pode se tornar o combustível das mais belas mudanças.
Por muito tempo confundi dor com raiva e raiva com força, mas percebi que raiva não tem nada a ver com força. Força é consistência, solidez. Força é aprender no silêncio o tempo das coisas. É apreender o silêncio das coisas perdidas no tempo. Força é não deixar a dor virar desamor por si mesmo. Força é isso que nos faz seguir em frente e nos mantém inteiros quando todo resto insiste em desmoronar. E isso não tem nada a ver com oferecer a outra face. Oferecer a outra face, muitas vezes, nada mais é do que dirigir a raiva para si mesmo.
Eu não quero sentir mais raiva, eu quero sentir amor. Já gastei muitos anos da minha vida perdida em sentimentos tão devastadores. Não tenho medo de sentir dor, tenho medo de não sentir amor. Eu quero um amor feito de intensidades e delicadezas. Eu quero amar mesmo que doa e se doer eu quero ter a coragem de amar outra vez, e outra vez, e outra vez e outra vez mais.

Andréa Beheregaray

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Meu amor, meu cúmplice ♫

Duvidaram quando eu te encontrei, aliás, reencontrei. Pensaram que em tão pouco tempo eu não amaria mais do que já tinha amado. Mas eu sempre te amei. Sorte a minha os caminhos da vida terem te trazido de volta, bem agora, justo agora. Sorte a minha ter tido alguém pra curar minhas feridas e resgatar meus sonhos. Sorte a nossa nossos momentos terem se casado, e agora somos nós, que reafirmamos o quanto nos amamos. Que os dias difíceis sejam superados pelos de amor, e que as chuvas e tempestades apenas vinguem as sementes de tudo de bom que plantamos. Você é a minha maior esperança, sempre foi o meu melhor amigo, e será pra sempre, o amor da minha vida.

Rêe.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

D. Maria,

De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh'alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu
Se queres partir, ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha, madura do pé
Salve, salve essa branca
Que axé ela tem
Te carrego no colo e te dou minha mão
Minha vida depende só do teu encanto
Pode ir tranquila
Teu rebanho tá pronto
Teu olho que brilha e não para
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha
Maria, te encontro na fé
Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer
Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tu me faça um favor
Dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for
O fardo pesado que levas
Deságua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho cheirando alecrim 🎵

.tem dia que a saudade fala mais alto vó, que vontade de você aqui.




Essas palavras que eu escrevo, me protegem da completa loucura.